sexta-feira, 16 de outubro de 2009

OFTALMOLOGIA: Trocar os óculos por lentes de contato requer alguns cuidados

Mais de dois milhões de brasileiros usam lentes de contato, de acordo com dados do Instituo de Moléstias Oculares, o IMO. Mas deixar de usar óculos e adotar as lentes de contato não é tão fácil quanto parece. É necessário ter alguns cuidados, como fazer exames para saber se o paciente pode ou não usar lente, qual é a mais indicada, adaptação e os cuidados na higienização. Como têm um contato muito próximo com os olhos, lentes sujas podem afetar diretamente a qualidade da visão. O oftalmologista Eduardo Rocha explica os tipos de lente. "Existem as lentes de contato gelatinosas, dentre as gelatinosas, tem as descartáveis, o paciente usa em média de trinta a quarenta e cinco dias, em geral não dormem com elas, mas existem alguns modelos mais novos em que os pacientes podem dormir. Existem as gelatinosas de uso prolongado em que o paciente em hipótese alguma pode dormir com elas, ele usa em média durante um ano. E existem as lentes de contato rígidas. Existem rígidas em que o paciente usa oito a doze horas por dia, existem outras que tem um material que permite uma transmissão maior de oxigênio que pode usar até doze a quatorze horas por dia, o paciente não pode dormir com elas.” O médico oftalmologista explica qual é o tipo de lente mais indicada para cada tipo de paciente.“As lentes gelatinosas elas são utilizadas para corrigir miopia e hipermetropia. Existe também as lentes gelatinosas tóricas que corrigem também astigmatismo até quatro de optrias. E as lentes rígidas podem ser usadas para corrigir miopia, hipermetropia, astigmatismos mais elevados, astigmatismo corneanos irregulares, usa para corrigir pacientes que tem ceratocone.” O oftalmologista Eduardo Rocha recomenda, ainda, trocar diariamente a solução de limpeza das lentes e lavar sempre as mãos ao tirar e colocá-las. O uso de lentes rasgadas pode ferir a córnea e provocar até uma úlcera. Algumas pessoas tem mais sensibilidade as lentes de contato, vermelhidão e desconforto, mas ao consulta o especialista é possível detectar os problemas e talvez receitar lágrimas artificiais e colírios específicos para quem usa lente.

Por Priscila Leite

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